CONHECENDO MENDOZA E SUAS BODEGAS

por | mar 16, 2018 | Argentina

Mendoza fica localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, no oeste da Argentina, 80% dos vinhos do país são produzidos nessa região e existem mais de cem bodegas (vinícolas) abertas à visitação. A cidade, além de oferecer ótimos vinhos, tem paisagens maravilhosas, muita história e cultura. Nós fomos durante a primavera, mas durante o inverno as estações de esqui abrem e atraem milhares de turistas para as montanhas.

A primeira dica é: não voe de Aerolíneas. O voo atrasou “APENAS” 9 horas, perdemos a primeira noite em Mendoza e tivemos que passar a noite no aeroporto de Buenos Aires. Eu dormi em um banco mesmo (sou pequena, me abraço e durmo em qualquer lugar), mas minha vó e minha mãe passaram a noite em claro.

A segunda dica é: se organize e separe os passeios por região para facilitar a logística. As bodegas então localizadas em três regiões diferentes – Valle de Uco, Maipú e Lujan de Cuyo (mais próxima da Cordilheira). Pode parecer perto, mas elas são afastadas e demora aproximadamente uma hora de carro para chegar em cada região, saindo do centro de Mendoza. Por isso é tão importante pesquisar bastante e aproveitar para conhecer tudo que tem em volta no mesmo dia.

VALLE DE UCO

– Andeluna

No primeiro dia, nós chegamos de manhã cansadas do chá de aeroporto, tomamos café e fomos direto conhecer uma bodega chamada Andeluna. Mesmo exaustas o passeio valeu muito a pena, o lugar era super charmoso e os vinhos deliciosos. Primeiro demos uma volta pela vinícola, depois fizemos degustação de 5 vinhos com alguns aperitivos.

– Tupungato Divino

Saindo da Andeluna paramos para almoçar no restaurante Tupungato Divino, que fica na mesma região. O lugar é famoso pelo vinho e pela gastronomia. Apesar da comida estar gostosa, eles tiveram dificuldade em adaptar o cardápio e fazer uma opção vegana para mim. Primeiro recebi uma massa de cogumelos, mas veio queijo dentro. Depois recebi uma sem queijo, mas demorou tanto que eu nem queria mais comer, então levei para o hotel. Eu já sabia que o foco da gastronomia local eram as carnes e os laticínios, mas não achei que ia ser tão difícil encontrar opções sem nada de origem animal. Tirando isso, o lugar vale MUITO a pena, a paisagem em volta era maravilhosa e o lugar muito charmoso!

LUJÁN DE CUYO

– Budeguer

No segundo dia fomos conhecer a Budeguer, que fica na região de Luján de Cuyo. Com certeza foi a minha bodega preferida, o lugar era maravilhoso e os vinhos foram os que eu mais gostei. A história do grupo Budeguer começou há 30 anos quando Juan José Budeguer começou a expandir sua pequena produção de cana-de-açúcar em Tucumán e América Latina. Seu sonho era produzir os próprios vinhos, então, em 2005, ele decidiu se aventurar nas terras de Cuyan comprando seus primeiros 100 hectares. Apesar da vinícola ser relativamente jovem, as vinhas são antigas e os vinhos de qualidade. Além de bodega, a casa virou uma galeria de arte e um espaço para degustação. É tudo muito moderno e a vista é de cair o queixo!

– Belasco de Baquedano

Depois de tomar MUITO vinho na Budeguer, fomos conhecer a famosa Belasco de Baquedano e experimentar o almoço harmonizado (com mais muito vinho). Antes do almoço demos uma volta e conhecemos o museu dos cheiros, super legal! A comida estava deliciosa e, com certeza, foi o lugar que mais me surpreendeu em relação às adaptações veganas. A paisagem também era incrível e os vinhos eram gostosos, se bem que aquela altura eu já não saberia destinguir um vinho bom de um não tão bom assim. O valor do almoço é bem salgado, não lembro exatamente, mas saiu em torno de 300 reais por pessoa (talvez mais). Você não precisa comer lá, eles possuem opções apenas de degustação também, mas se você tiver um dinheirinho sobrando… eu recomendo.

– Potrerillos

No dia seguinte, ainda em Luján de Cuyo, fomos conhecer o lago Potrerillos, que na verdade é uma enorme barragem de água rodeada por trilhas. O lugar é maravilhoso e muito frequentado aos finais de semana para a prática de esportes aquáticos. Na falta de praia as pessoas levam cadeiras, lanchinhos e passam o dia em volta do lago aproveitando com suas famílias.

MAIPU

Gente, eu ainda visitei mais duas bodegas, Alandes e a famosa El Enemigo, mas eu não encontrei todas as fotos. Será que eu perdi, ou será que eu bebi demais e esqueci de tirar foto? Não sei, mas segue meu breve relato:

– Alandes

MARAVILHOSA, amei, foi minha segunda preferida (depois da Budeguer). O tour é bem diferente e dinâmico, o guia era super engraçado e nós até tomamos vinho direto do barril. A degustação era feita em um quintal bem lindo, em um casarão antigo super charmoso. E os vinhos eram deliciosos, muitos deles premiados, recomendo MUITO!

– El Enemigo

Essa é uma das bodegas mais famosas da região. A El Enemigo começou em 2008 é um projeto de Alejandro Vigil, principal enólogo da Vinícola Catena Zapata, com Adrianna Catena, caçula de Nicolas Catena. Alejandro é engenheiro agrônomo e reconhecido como um dos profissionais mais talentosos da vitivinicultura argentina. Fomos experimentar o famoso almoço harmonizado deles e confesso que eu esperava MUITO mais. A cozinha é comandada pelo Chef Santiago Maestri e a sua comida é reconhecida internacionalmente. Eu avisei um dia antes que não comia nada de origem animal e fui com as expectativas altas. Fiquei BEM decepcionada com a falta de criatividade e sabor. Para vocês terem noção, eles me serviram frutas de sobremesa. Não posso dizer que a comida estava ruim, mas eu achei que um restaurante super caro e conceituado saberia preparar uma refeição sem carne e derivados. Em todo caso, se você não possui restrições eu recomendo que você vá. O lugar é lindo e os vinhos são bem gostosos.

CIDADE DE MENDOZA

– Parque General San Martín

Voltando para a cidade nós paramos para conhecer o Parque General San Martín, considerado uma das áreas verdes mais importantes da Argentina. São 400 hectares no total, com várias praças, lagos, chafarizes, espaço para crianças brincarem e para fazer piqueniques.

ACONCÁGUA

Aconcágua é a montanha mais alta  do mundo fora da Ásia, com 6.961 metros de altitude! Ela fica na Cordilheira dos Andes, na província de Mendoza, mais ou menos a uns 100 km da cidade de Mendoza, que é a capital. O cume está a cerca de 15 km da fronteira com o Chile.

É muito lindo e muito frio, isso que fomos perto do verão. Demora mais ou menos 3 horas para chegar até lá e na volta paramos no povoado Puente del Inca.

– Puente del Inca

A Puente del Inca é um dos endereços mais diferentes da Argentina. Fica próxima à entrada do Parque de Aconcágua e está localizada a 2.700 metros de altitude. É uma formação gigantesca e os sais minerais da região fazem com que tons de amarelo e laranja sejam tão fortes que são capazes de tingir qualquer objeto que seja colocado em suas águas. Além de ser cenário de diversas lendas indígenas, essa área natural protegida é formada por uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas e costumava abrigar um hotel de banhos termais. Imaginem que delícia!

O vilareijo ainda possui alguns habitantes e é uma parada obrigatória para quem faz o caminho de Mendoza, até Aconcágua. Muito charmoso.

Espero que tenham gostado, eu amei conhecer Mendoza! Fiquei uma semana e acho que foi o tempo ideal, deu para aproveitar bastante, passear, conhecer várias bodegas e ainda descansar um pouco.

Quem organizou todos os nossos passeios foi a Traslados Mendoza. O dono da empresa é o Leonardo e o nosso motorista foi o Jonathan. Não temos do que reclamar, todos foram super educados, carro ótimo e confortável e atendimento perfeito!

Beijos, me contem o que acharam! 🙂

 

 

Renata é a criadora do blog, tem 26 anos e mora em Curitiba. É formada em Publicidade e Propaganda e pós-graduada em Marketing Digital, já estudou moda e é apaixonada por viagens e vida saudável. Tenta sair sempre da zona de conforto e das rotas turísticas, o objetivo é explorar cada cultura e dar dicas legais para pessoas que se identificam. Criou o blog com o objetivo de inspirar as pessoas, compartilhando fotografias lindas, dividindo seus hábitos e dando dicas de lugares que precisam ser conhecidos.

Comments

comments